AVISO


Tá gente, aqui a minha única fonte de informações sou eu mesma. Se por acaso vocês se depararem com qualquer texto que não faça sentido, não se surpreendam, eu também não consigo me entender às vezes.
Antes de começar a ler, esteja ciente de que nada será acrescentado à sua vida (talvez algumas gargalhadas, e a noção de que nada é tão ruim quanto parece). A ideia aqui não é ter o blog mais acessado da internet, nem divulgar qualquer trabalho que seja... O que eu realmente quero é colocar pra fora as presepadas da minha vida, as bobagens que penso (acreditem, não são poucas!), e a loucura que tenho dentro de mim e insisto em não guardar!
As imagens são retiradas da internet, quando possível, especifico a fonte.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Família Buscapé


Esta postagem é especial... Fala de amor que mata incondicional: o amor da família. Gente, eu preciso dizer a vocês que minha família é Mara! Papai não criou um monstro, criou vários! Meus irmãozinhos queridos, aqueles lindos! Que me batiam até eu ficar roxa, (olha que graça!) aprontam horrores nesta vida! Não vim aqui pra contar as histórias de espancamentos (tô acumulando informações pra processá-los por terem nascido), vim contar algumas pequenas presepadas desse povo, para que vocês entendam a razão de tanto amor....

Vou começar com o João, que aos 3 anos de idade (hoje ele tem 12 anos e não quer cortar o cabelo nunca mais) aprontou uma “daquelas”: deu um copo d’água pra uma vizinha que, no auge da sede, virou o copo na boca e só percebeu o gosto estranho quando o viu completamente vazio. “Égua, essa água tá com gosto de peixe... De onde veio essa água Joãozinho?”, “aaahh, do aquário do peixinho” =D, disse a adorável criança expondo um sorriso angelical.
Há muitas outras histórias dessa criatura, como a do dia em que ele perguntou à pediatra o que seria um “derrame rábico”, ou quando ele, triste, sentado num cantinho sozinho, me contou que estava chateado, pensando na morte da bezerra, “ai Tatá, a bezerra estava jogada, e as moscas ficavam dançando nos olhos dela! Mamãe tentou impedir, mas eu vi! Precisava ver...Já tenho 5 anos, sou um homem!”


O Juliano é o príncipe! Tão lindo e tão esperto que passou cinco anos da vida se comunicando em um dialeto que só ele entendia. Chamávamos de Nã-êbru. O idioma Julianês nunca foi totalmente traduzido mas algumas palavras e expressões conseguimos identificar:
Titi – era como ele chamava pra menina pequena, neném.
Detzê – qualquer pessoa do sexo masculino, incluindo papai e irmãos
Datzá – Tatá (eu)
Bru – era como ele chamava a si próprio
Memein – mamãe
Nã ê bru! – você está fazendo isso errado...


Hoje o Juliano tem 7 anos, é falante da língua portuguesa e infelizmente não reconhece mais o idioma que criou, mas tudo bem, porque a gente não precisa entender tudo nesta vida, não é mesmo?

A Jacqueline é a malinha princesinha da família. Ela tem cabelos louros, voz de taquara rachada anjo, e todos quando a veem, querem leva-la para casa e quando levam querem devolver. Não podemos culpá-la por ser um pouquinho mimada demais, a verdade é que todos se rendem ao berreiro olhar doce, e fazem tudo o que ela pede. Não vou contar suas presepadas porque ela tem ainda 5 anos, e não quero macular sua imagem. Juro, a amo do fundo do meu fígado coração.


Uma das minhas irmãs mais velhas menos jovens, que vou chamar de M. ( para preservar a identidade da Marisa Campos Salim), que mora em Minas (e não é uma criança como os outros), adorava aqui em casa dar uma olhada no jornal Amazônia ( que insistia em chamar de Amazonas), porque segundo ela tinha muito mais "emoção" do que os outros jornais daqui. Certo dia, ela leu uma manchete que dizia "Homem morto a terçadadas", imediatamente ela imaginou um homem sendo golpeado com um Terço até morrer. Quase morremos todos de rir...



Esta família é um pouco perturbadora, mas que graça teria a vida se não fosse assim? Eu me aborreço demais com todos (os que mencionei e os que não mencionei), mas verdadeiramente preciso de todos eles. Acho que todas as famílias têm alguém que não estica as pernas apenas por esticar, ou que coloca o gato na sua cama quando você está dormindo, que manda seus irmãos menores colocarem gelo dentro da sua roupa quando está distraído (meu pai ¬¬), mas que atire a primeira pedra aquele que nunca quis , de tanto amor, assassinar carinhosamente um parente...

2 comentários:

Adriene Santos disse...

huauahuahua

E ainda tem uma irmã torta que vira e mexe se muda de mala e cuia...
Ou então usa a tua irmãzinha pra coisas estranhas!!

kkkkkkkk

Lali Leal disse...

Ai, amiga, você tem sempre histórias familiares tão bonitas pra contar... Mas a gente gosta, se diverte pensando que a nossa família não é a pior do mundo, kkkkk!

P.S: Apesar de já ter ouvido a história da Marisa Campos Salim da tua própria boca, me acabei de rir lendo XD